segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Roxa de vergonha...

Por intermédio dos filhos ganhamos muitos amigos ao longo da vida. Isto é fato!
Tivemos muita sorte a este respeito, desde quando a Juliana conheceu a Giovanna, o João e a Julia, aos 4 anos.
Ganhei grandes amigas: Kelly, Vanessa e Rose.
Logo as famílias foram aumentando e formamos uma turma! Uma verdadeira excursão cada vez que resolvemos sair.

Já dividimos muitas histórias engraçadas dos nossos filhos, viagens e registros. Mas, esta história, desta vez não foi com os filhos que aconteceu...

Fomos todos pra Bernardino, cidadezinha do interior de SP, pra irmos pro sítio do pai da Vanessa.
Dormimos na cidade e na manhã seguinte arrumamos todas as coisas e rumo ao sítio! Que gostoso!
A Vanessa é sempre a mais agitada de nós, o que me dá um certo conforto. Minha preguiça de ter que pensar no que vamos comer, o que vamos fazer, o que temos que levar é resolvida por ela, sempre, graças a Deus!

Naquele dia ela me disse que iria parar na centro da cidade pra comprar refri e que queria me mostrar uma mulher que fazia lindos bordados.

-Não vai demorar nada! Eu pego os refrigerantes e te encontro na casa lilás, tá?!

Todas as casas lá são grudadinhas e pintadinhas. Cada uma de uma cor, uma gracinha!
Eu e minha lerdeza de feriado, não prestamos muita atenção nas orientações da Vanessa sobre o ponto de encontro. Porém, o que poderia dar errado, não é mesmo? Duas ruas de centro de cidade!
Andei pela calçada e logo vi a casa lilás.
Várias pessoas estavam na portinha da casa.

-Essa mulher deve ser boa bordadeira. Que movimento!

Fui chegando e as pessoas me deixaram passar. Cumprimentavam-me bem a costume do interior.
Entrei, dei uma olhada pra ver se via a Vanessa, sentei na sala de espera.

- A senhora é amiga de quem? - perguntou-me uma senhorinha.
- Eu? Sou amiga da Vanessa... a senhora a viu?
- Ai, que graça a Vanessa te mandar representando a família!
- Como assim, representando? Eu...
- Venha, vou te apresentar Dona Marcelina.

Segui a senhorinha dois cômodos adentro até a sala que era um pouco maior.
Pra minha surpresa, a Dona Marcelina era a viúva que velava o morto do meio da sala.

- Obrigada, viu filha! A Vanessa é um amor mesmo de mandar você...

Eu não conseguia falar nada. O que eu podia falar? - "A senhora me desculpe, mas é um engano, a gente nem sabia que seu marido tinha morrido?"

Depois que eu cumprimentei metade da cidade dentro daquela casinha, fui saindo de fininho e senti um grande alívio ao chegar na calçada.

Olhei pro outro lado da rua e vi a Vanessa.

- O que você está fazendo aí? Eu falei casinha lilás! Não roxa!

Roxa eu fiquei foi de vergonha naquele dia.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nada de enganar ninguém nesta vida!

Alguns conceitos morais são realmente complicados de se ensinar.
Se não forem passados através do modelo de vida que levamos, não serão assimilados jamais.
Com criança pequena (os pré operatórios de Piaget) é assim. Ainda mais se forem nossos filhos, a responsabilidade dobra! Como é difícil ser o modelo do outro!

Foi no Natal passado que numa conversa de irmãs, tivemos a deixa que precisávamos para convencer a Vitória de largar a chupeta.

- Credo, Vit, que criancinha!, dizia a Gabriela, eu larguei minha chupeta com dois anos, não foi mãe?
- Eu gosto... - defendia-se a Vit.
- Mas Vitória! Você tá grande demais pra chupar chupeta!
- Não, eu ainda sou do mesmo tamanho de ontem...
- Ai! Presta atenção. Você podia levar a chupeta pro Papai Noel como eu fiz... Daí ele te dá balas e você faz o pedido da boneca pra ele... Ele só vai trazer se você der as chupetas pra ele...
- Todas?, desesperava-se a Vitória.
- Lógico, né!- explicava a Gabi.
- Mas e depois? E na hora de eu dormir?
- Você tem que pensar em outra coisa e daí você esquece rapidinho...
- Mas eu gosto!
- ENTÃO O PAPAI NOEL NÃO VAI TE DAR PRESENTE!! - já perdia a paciência a Gabriela.
- Tá bom. Vou levar no shopping, vai...

Daí, elas vieram até mim e fingimos, eu e o André, que não tínhamos ouvido nada.

- Mãe, a Vit quer ir no Shopping levar as chupetas pro Papai Noel. Não é, Vit? Fala! - dizia a Gabriela.
- É mesmo, filha? Que legal!
- Tá bom... eu vou...

Achei que ela não estava muito convencida, mas tínhamos que apoiar a decisão. Fazia parte do ritual de crescimento. Afinal, ninguém vai pro G5 de chupeta, segundo a Gabriela.

Chegando ao Shopping, pegamos uma fila kilométrica. Todo mundo feliz e incentivando a Vit.
- Que gracinha! Que decidia ela é! Trouxe a bolsinha cheia de chupetas...

Sentou-se no colo do Papai Noel e entregou tudo de uma vez. Foi elogiada. Sorriu pra gente. Fez seu pedido, tirou foto e desceu.
- Que legal o que você fez, Vit!

Ela não parecia confortável. Fiquei com medo que voltasse atrás, que chorasse. Esperei um pouco para interpretar a sua reação.
Tomamos sorvete e ela não falava nada... 
Fomos embora e ao entrar no carro perguntei:
- Por que você está tão quietinha, Vit? Está tudo bem?
E ela:
- Tá... eu enganei o Papai Noel direitinho! - e mostrando uma chupeta, terminou - ainda bem que sobrou esta chupeta aqui!

Nestas alturas já estávamos na Marginal. A vontade de rir era imensa, mas seugramos a onda e corrigimos as irmãs que riam de se matar.
Acreditem: voltamos para o shopping. Pegamos a fila de novo e explicamos.
Não é por causa da chupeta, é porque não se engana ninguém. Nem mesmo o Papai Noel de mentirinha!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O poder de ser mais velha, oras!

Ser um ano mais velho que a irmã é realmente muito importante, principalmente, quando temos quase 3 anos e a irmã da gente está só começando a falar.

Consta que a sensação de superioridade nesta fase não se compara ao dia em que uma usará o salto alto e a outra observará. (Provavelmente conseguirá pôr o salto, também.) Mas, falar... ah! Falar é de outra ordem. Nos dá poder! Passamos a comunicar e até corrigir aqueles que "ousam" falar errado!

E foi na hora do lanche de domingo que a Vit já fazia parte das conversas de mesa, totalmente à vontade com as irmãs falando pelos cotovelos:

- PAPAI, PASSA  PÃO  MANESE?

E  lógico, a Gabriela teve que interferir, afinal o cargo de irmã-um-ano-mais-velha estava com ela! Virou-se com todo aquele ar de superioridade e disse pausadamente para não deixar dúvidas:

- Ai, Vit! Não é MANESE!   É    MA - NO -NE - SE! 

O problema foi a irmã mais velha rolar de rir das duas ao mesmo tempo.
Enfim, quem não arrisca, não comunica, não é mesmo?

Um abraço!
Fanny

PS: Só pra Ju não se sentir "se achada", como diz a Vitória, por não falar errado, houve uma vez em que cheguei em casa e a peguei no pulo tomando banho com meu óleo de maracujá da Natura. Quase tive um chilique! A casa cheirava maracujá e não tinha mais uma gota no frasco. Quando questionei o porquê dela ter feito aquilo, sabe o que ela respondeu?
- Ah, mãe... deixa! É que eu sou muito VALIOSA!
(Vai, Fanny! Ensina a ser vaidosa!É nisso que dá!Prejuízo na certa!)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Muito bronzeado!


Ir para Santos quando a Ju tinha uns 3 anos e pouco, era diversão na certa.
Ela adorava e a gente morria de cansaço, tendo que carregá-la ida e volta...
Arrumamos um carrinho. Não adiantou. Ela queria ir a pé, de biquini de lacinho e com todo mundo mexendo com ela.
Falava o caminho de ida inteiro. Coisa que não mudou muito desde aquela época. Voltava mole de sono, no caminho de volta...

Numa dessas vezes na praia, percebi que ela olhava muito para um garotinho negro que estava no guarda-sol ao lado.
Ela fez que fez, até que o brinquedo rolou e ela se aproximou do menino.
Eu falava com a mãe dele, enquanto ela iniciava amizade de verão.

Por um tempo, eu e a mãe do garoto nos distraímos e não percebemos a Juliana pegando da minha bolsa um Sandown.
Só deu para ouvir:
- Olha, não tem problema. Eu vou passar esse "potetor" em você pra você não queimar taaannnto assim, tá?!

A mãe do garoto achou um barato. Eu, depois, conversei com a Ju sobre o "bronzeado" dele.
Ela aprendeu naquelas férias que a amizade pode ter uma linda cor...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Revelando o segredo da mãe.


Tem um perídodo do dia em que a Gabi e a Vit ficam tão elétricas que a gente acha que não vai passar nunca.
É como se precisassem extravasar a energia acumulada.
O problema é que o cérebro multiplica a atividade e elas começam a inventar o que até Deus duvida.

E foi num dia desses que eu estava na cozinha tentando terminar o jantar. A porta que separa a sala da cozinha estava fechada e eu, ingenuamente, achava que elas estavam vendo TV.
Foi então que ouvi a Juliana gritar:

- Meu Deus! A mãe vai matar vocês!

Abri a porta e pela sala inteira havia pegadas feitas de cola líquida. Uma obra de arte!

- É pra brincar de detetive, mãe!

- Não é possível! Todo mundo pra cima, estou muito, muito chateada com vocês duas!

Enquanto eu ruminava a minha raiva pra não avançar nelas, depois de já ter dado aquele grito, tentava limpar pelo menos a cola que ainda não tinha secado.

- Quero vocês duas tomando banho, agora! Vou limpar isso aqui e depois nós vamos ter uma conversa.

A Vitória começou a chorar:

- Deixa, Gabi... Quando a gente crescer e ficar grande, a gente vai mandar nela!

E continuou chorando:

- O pai falou que a mãe vai ficar p-e-q-u-e-n-i-n-i-n-h-a...

- Não, Vit. Não vai. - respondeu a Gabi, nessas alturas chorando, também - A mãe vai ficar v-e-l-h-a...

E a Vit com suas repostas impossíveis:

- Não vai, Gabi. Ela não vai ficar velha... Ela passa creme!

Segurei o riso.
Segredo revelado: Renew sempre!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Um parênteses da infância da tia Francini...

Aniversário da tia Francini de 30 anos.
Mesmo que ela escape de toda a irritação da crise dos 30 (como se fosse possível), ainda terá os irmãos a lhe artomentarem com as lembranças do longínquo passado.

Uma vez, chegou indignada da escola porque a professora de Ciências não tinha considerado uma de suas questões totalmente certa.
Vejamos, a questão dizia:

Quais são os três reinos existentes? ( A professora estava trabalhando a divisão da natureza em animais, vegetais e minerais, suponho.)

Foi então que a Francini respondeu:

- Os reinos são: animais, minerais e ESPIRITUAIS.

E minha mãe:

- A professora está certa, querida, a questão está parcialmente certa.

E ela rebateu:

- Ah, não! E o REINO DE DEUS?!

Muito bem colocado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Preocupação de mãe ou de todos nós?

Hoje estou preocupada.
Fiz uma pergunta em uma de minhas salas de aula, enquanto terminávamos o período.
Juntando com minhas últimas constatações caseiras de como os adolescentes levam a vida, estou preocupada com a solidão deles. Ou falta de solidão?

Briguei com minha filha mais velha pelo excesso de exposição no MSN. Primeiro tive o acesso de raiva de vê-la enrolada o dia todo com as conversas e atrasada com as lições... Depois, refletindo, até que tem sentido usar uma ferramenta deste porte para trocas de idéias, discussões de livros, suporte e ajuda.
Mas, copiar lições uns dos outros... não dá.

O MSN virou a extensão da escola, pelo jeito. Ninguém faz mais nada sozinho. Nem pra ir ao banheiro. Tem gente que avisa que vai ao banheiro e já volta!
Não há privacidade em meio aos símbolos de linguagem. Aliás, me parece que só a linguagem que eles usam é o que os isola. Não uns dos outros, lógico, mas de nós adultos pertencentes a um mundo que eles não querem contato.

Eles se amam cada vez mais. Natural da adolescência. saudável se não for extremista. Querem acompanhar tudo, o dia inteiro, como se pudessem controlar os sentimentos dos outros...Como vão lidar com as frustrações?

Estão perdendo a surpresa das relações supercedo. Estão antecipando seus sentimentos antes de estarem pessoalmente os revelando.

Alguns me disseram que não saem do quarto pra comer, não descem pra brincar, não conversam muito com os pais, não conseguem fazer a lição sem estar conectado.

-Mas vocês não sentem falta de conversar com seus pais?

-Ah... a gente já conversou o dia todo com todo mundo...

Não sou "todo mundo". Não quero perder o diálogo da minha filha pela fixação deliciosa do MSN, orkut, face book, twitter...

Para isso, mesmo entendendo as necessidades e exigências desta geração, cavuco o diálogo, imponho a comunicação e escancaro os valores da nossa família, o que acredito ser a direção para o futuro dela.

Ainda que ela não acredite, chegará o dia em que  reconhecerá: nada substitui o contato pessoal, o olhar nos olhos do outro e estar ao alcance do abraço.

Esperançosamente,
Fanny

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Rapidinha:

Colocando a Vitória pra dormir entre o pai, a irmã mais velha e a irmã mais nova, disse:
- Durma com os anjinhos, meu amor.
- Com anjinhos não, mãe... Já tá muito apertado aqui!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mais pérolas das crianças...

Tia Carmen teve dores de barriga. Primeiro de medo; "Ai, ai, meu Deus, o que essas crianças vão me perguntar...", depois de rir.

A curiosidade do Chico girava em torno de tentar entender as relações de parentesco e moradia, já que tinha acabado de começar a prestar atenção nisto.

-Tia Carmen, onde você mora?

- Ué Chico, aqui... com a bisa Flora.

-Sozinha?

- Não, Chico, com a bisa. Você não vê sempre que vem aqui?

- Então você não tem filhos?

-Não...

-Então você não é casada?

-Não, por isso eu moro aqui com a bisa, entende.

- E por que você não é casada?

Antes mesmo da tia tentar responder, a Gabriela foi certeira:

- Ai, Chico, que coisa! Ela não é casada porque não está preparada, não é tia?!

- !?

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Todos os meses, quando morávamos no primeiro apartamento alugado, pagávamos o condomínio em dia repeitando o horário bancário. (As facilidades da internet não estavam desenvolvidas, ainda.)
Só que naquele mês de Agosto, eu perdi o horário.
Tive uma idéia: "Vou pagar pro síndico, pelo menos não pago multa!"
Chegando em casa, fiz o cheque e desci com a Juliana (na época ela tinha uns 3 aninhos).
Fiquei chocada.
O síndico me ignorou completamente, para minha surpresa.
- Oi, Seu Marcos, tive um dia superocupado e não consegui ir ao banco. O senhor receberia o condomínio pra mim, pra não ter multa?
-Não.
Meu Deus, como assim, "não"??? Ele fazia isto com tanta gente! Até o André disse que já tinha feito isso!
Fiquei doida.
-Pois bem, vamos ver se quando o meu marido chegar o senhor vai dizer a mesma coisa pra ele.
Nossa! Me senti poderosa ameaçando "Meu Marido"...
Voltei pro apartamento e logo em seguida o André chegou.
Contei tudo e terminei:
- Pega este cheque e vai lá. Quero ver se aquela besta não recebe este cheque de você!
O André saiu e pude ver ainda pela porta aberta o elevador parar, ele abrir a porta do elevador e a Juliana soltar ao ver o síndico dentro:
- Vai, pai. Entrega o cheque pra besta que eu seguro a porta.

Sem comentários...

Abraços.
                                        (Gabi, tia Carmen, Vitória, Victor Hugo, Chico - jul/10)

sábado, 14 de agosto de 2010

Experimentando a linguagem.

Filhos dão trabalho, isto é fato e ninguém discute.
É irritante quando a gente conversa com alguém que diz:
- Ah, minha filha não! Ela dorme a noite inteira, não faz bagunça, não responde, não briga com o irmãozinho.
Deve ser um robozinho. Não é possível!
Posso jurar que com toda a experiência didática da pedagogia, das leituras sobre comportamentos e relações interpessoais, não há receita para acabar com o stress em se educar crianças. Antes houvesse receita! Seria tudo tãããooo mais fácil!
Educar é uma constante repetição e um desafio interminável. A gente sabe que é o "modelo", mas a rotina nos faz esquecer de falar muita coisa com calma, de selecionar os programas de TV e de controlar a raiva e não dizer palavrões.
Todos os dias compostos de inúmeros horários e obrigações.
Mas, de vez em quando, acontecem coisas que resgatam a felicidade da vida rotineira em família.

Estávamos terminando um trabalho de escola, eu e a Juliana, enquanto a Gabriela e a Vitória enrolavam para subir e irem dormir.
TV ligada, elas a mil e eu achando que a noite não iria mais terminar.
Eis que a "Novela das Oito" (que agora é "Das Nove") começou e lógico, a Gabriela e a irmã grudaram os olhos na tela.
Não costumo deixá-las ver a novela na semana porque acordamos cedo demais para irmos pra escola. De vez em quando, elas assistem e como toda crianças desta geração, sabem o nome dos personagens melhor que nós adultos.
A primeira cena da novela era numa danceteria.
Duas mulheres dançavam insinuantemente uma para a outra, se tocando e quase se beijando.
Não tinha percebido que as meninas estavam acompanhando.
Minha filha mais velha, no ato me despertou:
-Mãe, desliga a TV! Isto não dá pra elas verem!
Na procura pelo controle remoto em meio as almofadas, a Gabriela ligeira:
-Como é mesmo o nome dessas mulheres que gostam uma da outra? Como é mesmo?...
A Ju fazia que não estava ouvindo tentando desligar a TV sem controle mesmo.
No ato da pergunta, a Vitória, do alto dos seus 4 anos, responde com segurança e sem medo de errar a palavra:
-É "lerdas", burra!
(Tomou uma bronca por chamar a irmã de burra, lógico.)
Não entendeu o nosso riso saboreando a sua inocência. Não precisava corrigi-la, ela já tinha dominado o conceito; as pessoas podem gostar de maneira diferente da nossa.
E mais que tudo: entendeu que é experimentando a linguagem que vai saber de todas as palavras do mundo.